LUZES E SOMBRAS

Entre as luzes e as sombras
Ando em busca de meus caminhos
Entre o meio fio e a rua
A floresta e a montanha
Por entre flores e espinhos
Ora sob a luz da lua
Entre carros e gentes
Permeio por aves e cobras
Ora sob a luz do sol
Vou tramando…
E tecendo a vida feito um linho
São tantos erros e poucos acertos
Vou tropeçando ao desalinho
Entre as alegrias e tristezas
E vou crescendo lentamente
Nas pegadas do mundo
Sigo arrastada pelas correntezas
Tem dias que me persegue a dor
Entre o céu e a terra existe de tudo
Existo eu e existe você
E entre inseguranças e certezas
Entre você e eu, há o amor…

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O Retorno de Mim

Por muito tempo meus olhos andaram fechados
acostumados a sombra
e por alguma razão não vi o tempo chegar.
Eu era jovem
vivia ocupada com os afazeres do dia a dia
como se isso bastasse
preenchesse o vazio do abandono
da desistencia de mim.
Era bom não pensar, pois pensar dói
então quando me apercebi
era outono.
E ao abrir meus olhos
eles estavam gastos
e não eram de olhar
era de não ver, para onde foi o tempo
para onde fui eu.
Será que ele me esqueceu?
Hoje vou abrir a janela, respirar fundo
pegar o meu chapeu e
caminhar na beira do mar.

Guerreira Xue/Hilda Milk

Um Dia/Horizontes

 

Um Dia

Um dia
Vou andar na chuva
Para lavar a minha alma
Vou espiar as minhas culpas
E vou plantar todas as sementes
Atravessar o mar a nado
E peregrinar pelos desertos quentes

Um dia
Eu vou voar até as nuvens
E vou ler, o livro sagrado dos anjos
Vou quebrar todas as armas
Selando assim, a paz entre os povos
E levar alegria para os  homens

Um dia…
Eu vou salvar todas as crianças
E com elas repartirei o meu pão
Guiarei os cegos pelas ruas
Louvarei a Deus em uma prece
Exercitando a  minha gratidão

Então um dia…
Quando finalmente terminar
E tudo estiver a contento

retornarei para meu lar…
E será nos teus braços
Que vou  descansar.

Horizontes

Eu venho lá de longe
Passando pelas mesmas estradas
que todos passam
Não sou nenhum demonio, pecadora
ou um monge
Só sigo pisando no chão dos ancestrais
porque não existe outro caminho
Por vezes carrego nas costas
bagagens que não são minhas.
São velhas Histórias contadas pelo pai
que escondidas nas paredes das cidades
esvaem-se pelas linhas do tempo
E as mesmas escapam-se pelo ar,
Seguem atravessando os mares
Empurradas pelo vento no sopro da vida
Eu da terra não levo nada
que não seja tudo o que já senti
numa breve lembrança remota
de alguma coisa que um dia já sonhei
ou vivi.

Pelos Caminhos do Vento

Eis-me aqui dividida em versos.

Escrevendo a vida aos pedaços

Remoendo velhos poemas dispersos

E se acaso não houver nestes, tanta paixão

Me perdoem a frieza, pois sem querer

Serei eu movida pela razão

Contudo, isso não quer dizer

Que me falte no peito algum coração

O caro leitor há que compreender

Que desta vida só temos alento

Divagando desde o amanhecer…

Seguindo pelos Caminhos do Vento.

Guerreira Xue

Amar uns aos Outros

Ola leitores /escritores,
“as vezes me dá muita pena do mundo, ou muita raiva. Sou de pouca fé, e também guardo um fio de esperança. E vou “levando” exercitando a minha bipolaridade até a exaustão”.

Ai ai… Queria entender como pode um “ser”, ser capaz de fazer mal à seu próximo, e como uma suspeita pode provocar atos tresloucados de crueldade sem qualquer direito à redenção!
Nossa sociedade está doente, e com ela vamos ficando também.
Como queremos um mundo melhor, no meio deste caos à nossa volta?
Querem prender as nossas crianças e digo nossas porque tudo nesta esfera é nosso, matando a inocência desde cedo.
Se mesmo quem cumpre a sua penitencia religiosamente numa desta prisões, não consegue uma mínima oportunidade de retorno ao convívio social.
Qual é a lei que rege este mundo, que de cão não tem muito, mas que faz uma turba enlouquecida matar com pauladas uma pessoa na rua?
Quem disse que somos racionais, quando geramos filhos indiscriminadamente, igual gatos ou coelhos, e depois não temos como dar-lhes uma vida digna, educação, respeito e direito à mesma?
Cometemos muitos erros, tantos que nem mesmo nós sabemos, e pensar que só acontece aos outros é praxe, pois é mais fácil de ignorar o que não nos atinge diretamente. Mas os filhos dos outros existem, e na maior parte das vezes, é com eles que os nossos namoram, se casam e nos dão netos.
Melhor então, é pensar direito…
Não há chances ou recomeços e nem volta para o lar, ao seio dos que amamos?
Amamos! Alguém se lembra disso quando liga a televisão e vê o espancamento de uma pessoa numa rua qualquer da cidade? Pois é…Ela morreu, e nem sabe por que foi. E quem a matou? Uma gente enfurecida e descontrolada.
Toda esta ladainha de Deus, perdão e amor não existe, enquanto não assumirmos nossas próprias responsabilidades e aprendermos a melhor de todas as lições, a solidariedade para com todos que nos cercam.
Até a Bíblia, que ja relatou épocas de um tempo do “olho por olho, dente por dente”, tentou algum resgate de sanidade entre os povos, com a vinda do “salvador”, e esse só pregava um único mandamento, que ao meu ver, ainda não foi entendido. Amar uns aos outros, como “voce”se ama. Porque aquele que não carrega seu Deus dentro de si, não o tem em lugar algum.
De uma coisa estou certa, as prisões andam cheias de inocentes, e as cidades lotadas de culpados.
Guerreira Xue/Hilda Milk

“NÃO” para a fabricação de armas

Eu gostaria sinceramente de saber se as pessoas estão hipnotizadas,  obtusas ou o que?

Como pode governos ganhar rios de dinheiro em fabrico de armas e não querer que ninguém morra?
Quando ouço nas notícias sobre assassinatos violentos, chacinas fantásticas, eu sinto uma revolta brutal.
E quando governantes vem a público com cara de pesar falando palavras de conforto.
E quando grupos separatistas terroristas querem assumir logo a autoria da “matança”.
Nessas horas eu penso que a população podia mesmo opinar e dizer “não” ao fabrico de armas, “não” a esse enriquecimento que só traz perdas da e para a humanidade.
Por outro lado, poderiam bem me dizer “porque voce se importa se não são seus filhos, não é você”?
É verdade que não é comigo, mas não consigo calar. Também acho que é “assunto” de todos, então metam-se, gritem pelo direito de viver em paz, e morrer de velhice.
Eu sou gente, e como tal ainda tenho meus direitos. Eu escrevo e minhas palavras, ainda que simples, irão atravessar as paredes, seguir pelas estradas, flutuar com o vento, cruzar os mares em garrafas, e quem as ler lá na frente, vai descobrir que um dia esse mundo já habitado por pessoas que se importavam.“NÃO” para a fabricação de armas!

O Velho Pirata

“As vezes sonho tanto com o mar”!

Remem escravos
Gritava o homem demente
pois é qualquer dia
bom dia para navegar
E ao olhar em volta
o velho marinheiro
Mirando firme no horizonte
continuava a berrar
Icem as velas marujos
Não tenham medo
porque a vida e a morte
andam ai por todo lugar
É difícil sabermos
do caminho que nos leva
Esse aprende-se andando
Com os pesados rastros
que seguem marcando as lembranças
Daquilo que foi, ou pensam que foi
ou se ainda serão capazes de retornar
Agora nem sabem se respiram
ou se são fantasmas em alto mar
só o que sabem é que precisam
navegar
Remem escravos
larguem suas mágoas ao vento
Que agora corre a favor
As tempestades aproximam-se
depressa
rezem por suas vidas miseráveis
e se for pela morte
que seja rápida e indolor.
Remem escravos
Saibam seus malditos vermes
que o fim do mundo não existe
Nós é que somos breves.

Guerreira Xue/Hilda Milk

 

O Ogro e a Tecelã

Ola a todos. Hoje eu começo  a escrever para voces, e num primeiro momento gostaria de comunicar que o meu livro “O Ogro e a Tecelã” já está disponível para pré venda no Amazon.com, com lançamento previsto para o dia 10/07. E para breve lançamento em Ingles.

Espero que gostem. Um grande abraço para todos.

https://www.amazon.com.br/dp/B01H8AC6B0/ref=cm_sw_r_fa_dp_F00zxbS05A8SP

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